terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Reflexões de Janeiro

 Olá bbys!
Este ano decidi começar a fazer algo que nunca tinha feito aqui no blog.
  No final de cada mês irei fazer uma reflexão sobre tudo o que aconteceu. E adivinhem: Janeiro chegou ao fim, e está na hora de fazer replay a este mês e contar tudo.
  Estes post's vão ser bem pessoais, então se não é o tipo de tema que gostas de ler peço desculpa. :)

 O mês de Janeiro e o início de mais um ano começou de forma difícil para caramba. Logo no seu terceiro dia tive de, mais uma vez, despedir-me dos meus pais e do meu irmão. Só de estar a escrever sobre o assunto sinto um aperto no coração e lágrimas a insistirem em escorrer. Mas eu sou forte, aliás, nunca tive outra hipótese.
 Sabem, na altura que eu soube que as pessoas mais importantes que tenho na minha vida tinham de ir embora (estou a falar da primeira vez, em Setembro), e quando reflecti do que isso poderia causar em mim achei que, a partir daí, não iria ser capaz de sentir mais nada. Nada de bom, quero eu dizer. Nunca falei sobre isto com ninguém. Achei que os meus sentimentos, como amor, amizade, compaixão, fossem se dissipar aos poucos. Não em relação a eles! Mas em relação à vida, em relação aos outros. E isso atormentava-me, sabem? Porque... eu não sou o tipo de pessoa que fala, que diz o que sente. Mas sentia, e sentia muito. E tinha um medo terrível de deixar de sentir, eu não queria que isso acontecesse. O que eu previa que acontecesse, inesperadamente não aconteceu. Mas aconteceu o oposto. A partir desse momento tudo o que eu sinto é completamente intenso, e é tão grande tão grande que até dói. Eu juro que dói! Alguma vez te doeu o coração?
 Eu arrisquei. Tudo em mim arriscou. Os meus olhos arriscaram com a intenção de descobrir a alma perdida que ainda não tinham encontrado. Os meus braços arriscaram-se cada vez que seguraram e apertaram quem quero por perto. A minha boca arriscou-se a falar e, como consequência, os meus ouvidos arriscaram-se a ouvir tudo o que queriam ou não escutar. E os meus lábios, esses arriscaram-se a beijar, a beijar muito, mas a sorrir, a tentar sorrir ainda mais. Porque depois de um beijo, bem sempre um sorriso.
 Foi um mês recheadinho de incertezas, e isso é tão estranho para mim, sabem? Porque eu tenho a certeza de tudo o que eu quero na minha vida, e então o porquê de tantas palavras opostas?
 Foi um mês em que fiquei fisicamente mais saudável (e nossa, o meu rabo agrada-me tanto), mas emocional e psicologicamente perturbada. Mesmo no final de Dezembro lembro-me que uma pessoa com quem falei, na verdade uma pessoa que me surpreendeu imenso porque nunca tinha tido nenhuma ligação com ela, até porque o facto dela fazer parte da minha vida é estritamente profissional (não quero estar a referir nomes nem que tipo de "função" ela tem para comigo porque não quero que comentem que isso afetou algo). Continuando, quando conversei com ela lembro-me de a ouvir dizer que eu não precisava de ter medo de chorar, que na verdade eu até precisava de chorar porque eu não via, mas tudo o que eu guardava para mim estava a criar uma espécie de dor com uma pitada de mágoa que me ia fazer cair numa depressão. Eu juro que me ri. Mas eu chorei a seguir. Eu chorei muito. E eu vi-a chorar comigo e a dizer-me: "Isso é que é um problema". Este ano voltei a falar com essa pessoa e, graças a ela, dei um grande passo em frente, que foi aceitar que na verdade eu não consigo fazer isto sozinha e eu não quero nem posso cair. Há muita coisa em jogo.
 E sim, eu chorei muito, e sim, fez bem. Chorei sozinha, acompanhada, algumas vezes sentada na areia da praia que ultimamente tem ouvido todas as minhas histórias. Se eu continuo a ver o choro como um sinal de fraqueza? Continuo. Mas fez-me bem. Porque deixar de ser a pessoa que se faz de forte, nem que seja por aqueles breves segundos em que me encontro sozinha em qualquer divisão de uma casa, faz-me sentir...fraca, e quantas vezes nós não precisamos que alguém seja forte por nós mas não temos coragem para o dizer? Quantas vezes é que te apetece deitar a cabeça no colo de alguém e ouvir a típica frase que se já se tornou uma bosta, mas continua a fazer o teu coração acalmar? E então se ninguém te diz, eu digo: "Vai ficar tudo bem". Podes-me dizer isso a mim também?
 Chega agora ao fim de um mês em que dei imenso valor a algo que talvez não daria antes. Dei valor a um abraço que por pouco não me partia o nariz. Dei valor a um coração a bater tão forte como o meu. Dei valor a um olhar. Dei valor a todos os beijos. Dei valor a cada sorriso de alguém. Dei valor a um convite para lanchar. Dei valor a ver alguém dormir, abrir os olhos, sorrir, e puxar-me para um abraço que durou horas. Dei valor a uma tarde adormecida em cima de um coração. Dei valor a um "quero ficar contigo" sonolento. E resumidamente, eu dei. Dei muito de mim. Compreensão. Carinho. Amor. E continuo, diariamente, a dar o melhor de mim.
 Este mês também festejei uma data importante para mim: um ano e meio de namoro. Não por a data em si, mas por 581 dias em que me apaixonei, todos eles, pela mesma pessoa.
 Continuando, este mês passeei mais com outras pessoas, mas também sozinha. E é relaxante, ando a adorar ir caminhar e passear sozinha. Nessas passeios, todos eles passam pela beira-mar. Não houve um único dia em que fosse sair sozinha e não fosse até à praia. Grande parte das vezes descalço-me e vou caminhar na areia, isto quando está bom tempo, claro. E nestas ocasiões, escrevo sempre.



Para quem não entende bem inglês nesta imagem diz: "tu estás a salvo aqui". Nesse dia cheguei à praia e apesar de um tempo acinzentado estava calor. Descalcei-me, caminhei um pouco e sentei-me. No momento em que me sentei as nuvens abriram e o sol começou a brilhar mesmo na minha direção. Foi um dos momentos que mais me tocou em Janeiro. E eu senti-me estranhamente bem, e estranhamente a salvo, e por isso a frase, que aparece numa das músicas que mais tem sentido para mim. Tu estás a salvo aqui. Desde desse dia, tenho ido ver o mar todos os dias, quer passe lá por casualidade ou quer seja a minha intenção ir mesmo lá. E é um dos momentos mais calmos do meu dia, senão o único.
 Este mês comecei a fazer algo muito simples e que me tem ajudado muito. Na minha agenda, no final de cada dia, anoto uma palavra ou mesmo uma frase que tenha sido a melhor parte do meu dia. Quando me sinto em baixo eu leio aquilo, e não à como não sorrir e criar um sentimento de felicidade no meu interior. Essa é uma das pequenas coisas que faço, que nunca tinha contado a ninguém, e que faz diferença no meu dia-a-dia.
 Comecei a ler o livro "O Segredo" e estou a tentar adaptá-lo à minha vida. É drasticamente difícil mas, apesar das circunstâncias, já consegui obter resultados. Algo simples que já fez a diferença em meia dúzia de dias.
 A música do mês para mim foi sem dúvida a Vagabond, dos MisterWines, que era uma banda que eu nem conhecia. Porque não pões a música a tocar e continuas a ler o post? :)



 Este mês foi difícil. E tu Fevereiro, o que trazes?
 Espero que cada novo dia, seja uma chance de vocês serem mais e mais felizes, porque tudo o que eu desejo para mim eu espero que vos aconteça a vocês a dobrar.
 Bem, estou a escrever este texto no dia 31 de Janeiro e apesar de ele não ir ser publicado hoje decidi escrever mesmo no último dia do mês. Estou sentada na mesa da sala, com a mesma cheia de comida com um lanche para dois. Só metade desapareceu. Na verdade só cá estou eu. Que Fevereiro me traga mais lanches, nem que seja uma meia torrada a dividir por dois.
 Agora Fevereiro, podes vir. Mas vem de mansinho, ok? Nós conseguimos. Aliás, eu não preciso de afirmar isso, nós sabemos que pela frente nos esperam 29 dias em que poderemos ser felizes, basta querermos.
 Tu, que estás a ler isto, acredita em ti da mesma maneira que eu acredito. Não esperes. Não esperes os outros arriscarem para te terem, agora é a tua vez de arriscar.

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